Atazanavir (Reacções adversas)

O Atazanavir é um medicamento anti-retroviral utilizado no tratamento do VIH. O medicamento pode inibir a função da proteína UGT1A1, causando icterícia como efeito secundário e levando à descontinuação do tratamento.

O atazanavir é um antivírico de ação direta que é frequentemente utilizado em conjunto com outros medicamentos, como o ritonavir ou o cobicistate, para tratar a infeção pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH) em adultos e crianças com pelo menos 3 meses de idade e um peso mínimo de 10 kg. O atazanavir pertence a uma classe de medicamentos conhecidos como inibidores da protease. O atazanavir actua diminuindo a quantidade de VIH no sangue. Embora o atazanavir não cure o VIH, pode reduzir a probabilidade de desenvolver a síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA) e doenças relacionadas com o VIH, como infecções graves ou cancro. Tomar estes medicamentos pode diminuir o risco de transmitir o vírus do VIH a outras pessoas.

O atazanavir é por vezes utilizado para prevenir a infeção em profissionais de saúde ou outras pessoas que foram acidentalmente expostas ao VIH.

Atualmente, em 2020, está a ser estudado para o tratamento do coronavírus SARS-CoV-2, mas os estudos de eficácia ainda não são conclusivos.

MECANISMO DE ACÇÃO

O atazanavir actua inibindo a protease do VIH, impedindo a formação de viriões maduros nas células já infectadas e dificultando assim a infeção de outras células.

CONTRA-INDICAÇÕES

Hipersensibilidade ao atazanavir.

Contraindicado em doentes com insuficiência hepática grave. Precaução em doentes com insuficiência hepática ligeira.


Contraindicado em concomitância com: sinvastatina, lovastatina, rifampicina, sildenafil para o tratamento da hipertensão arterial pulmonar, substratos do CYP3A4 com margem terapêutica estreita (por exemplo, quetiapina, alfuzil).quetiapina, alfuzosina, astemizol, terfenadina, cisaprida, pimozida, quinidina, bepridil, triazolam, midazolam oral e alcalóides da cravagem do centeio, especialmente ergotamina, diidroergotamina, ergonovina, metilergonovina), hipericão.

INTERACÇÕES MEDICAMENTOSAS

Monitorizar possíveis reacções adversas se o atazanavir for co-administrado com: tenofovir, disoproxil, irinotecano.

Precaução com: claritromicina; cetoconazol e itraconazol (não são aconselháveis doses elevadas superiores a 200 mg/dia); carbamazepina, lamotrigina, fenitoína e fenobarbital (monitorizar e ajustar a dose); pravastatina e fluvastatina; midazolam parentérico.

Monitorizar o INR (ou tempo de protrombina) se estiver a tomar varfarina.

O azatanavir aumenta a concentração de: amiodarona e lidocaína sistémica (ter cuidado e monitorizar a concentração); imunossupressores (ciclosporina, tacrolimus, sirolimus); rifabutina, buprenorfina e norbuprenorfina (monitorizar os efeitos cognitivos e a sedação, considerar a redução da dose); diltiazem (reduzir a dose inicial para 50%); verapamil.

EFEITOS SECUNDÁRIOS

Dor de cabeça, iterícia ocular, vómitos, diarreia, dor abdominal, náuseas, dispepsia, iterícia; prurido, fadiga; elevações da bilirrubina total, elevações das enzimas hepáticas CK, ALT, AST e lipase.

Diminuição dos neutrófilos.

Depressão, febre, dificuldade em adormecer, erupção cutânea, dor ou dormência nas mãos ou pés, dores musculares.

Os efeitos secundários mais graves podem incluir: batimento cardíaco irregular, defeitos de visão, dor ou ardor ao urinar, sangue na urina, inchaço das extremidades, erecções que duram mais de 4 horas, bolhas ou descamação da pele, olhos vermelhos ou inflamados, feridas na boca, inchaço da face ou pescoço, erupções cutâneas muito graves.

NOMES COMERCIAIS

  • Reyataz® (contém Ataz®)
  • Evotaz® (contém Atazanavir, Cobicistat)

Genes analisados

UGT1A1

Bibliografia

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