Intervalos QT

O intervalo QT cardíaco (QTc) determina o tempo entre a contracção e o relaxamento dos ventrículos cardíacos. Pode ser encurtado a ritmos cardíacos mais rápidos, ou alongado a ritmos mais lentos sem outras consequências, contudo, as anomalias neste intervalo podem desencadear implicações clínicas.

O intervalo QT representa a duração da sístole ventricular ou contracção (despolarização e repolarização ventricular), e é exibido num electrocardiograma como o período entre o início da onda Q e o fim da onda T. Este valor pode variar em situações fisiológicas inversamente proporcionais ao valor do batimento cardíaco sem grandes consequências. Contudo, existem diferentes condições clínicas que desencadeiam o aumento ou diminuição anormal deste intervalo em indivíduos que podem estar geneticamente predispostos.

Um QTc anormalmente longo é considerado anormalmente longo quando excede os 440 milissegundos (ms) nos machos e 460 ms nas fêmeas. Este aumento do QTc clínico pode ser devido a condições adquiridas de baixos níveis sanguíneos de potássio (hipocalemia), magnésio (hipomagnesaemia), cálcio (hipocalcemia), em casos de hipotermia, isquemia miocárdica, aumento da pressão intracraniana, ou devido a uma diminuição da pressão sanguínea.Aumento da pressão intracraniana, ou devido ao uso de certos medicamentos, tais como alguns antipsicóticos, antiarrítmicos ou antibióticos, bem como formas congénitas no caso da síndrome do QT Longo. A síndrome do QT longo é uma canalização estrutural congénita de canais cardíacos de cálcio e/ou sódio ou proteínas envolvidas na modulação das correntes iónicas. As manifestações mais relevantes incluem episódios de síncope que podem levar à paragem cardíaca e morte cardíaca súbita. Em alguns casos pode estar associado a manifestações extracardíacas tais como surdez ou perturbações do desenvolvimento neurológico, entre outros.

Um QTc anormalmente curto é considerado como sendo <350ms. Esta diminuição também pode ser adquirida em associação com níveis elevados de cálcio no sangue (hipercalcemia), ou potássio (hipercalemia), o uso da droga anti-arrítmica digoxina, bem como a forma congénita da síndrome do QT curto. Esta patologia hereditária consiste numa perturbação do canal de potássio associada a um risco acrescido de fibrilação atrial e ventricular paroxística e morte cardíaca súbita. A maioria dos pacientes apresenta manifestações como fibrilação atrial, palpitações ou desmaios.

Em qualquer caso, recomenda-se o acompanhamento em casos de electrocardiogramas sugestivos, história familiar de morte súbita, e histórias pessoais de síncope ou fibrilação de origem desconhecida.

Número de variantes observadas

13,5 milhões de variantes

Número de loci analisados

34 loci

Genes analisados

ANKRD9 ATP1B1 ATP2A2 AZIN1 CAV1 CCT6B CDC23 CREBBP ELP6 EXOG FADS1 GBF1 GMPR KCNH2 KCNJ2 KCNQ1 KLF12 LITAF MATN2 MRTFB NCOA2 NOS1AP PLN PRKCA RPL22 SETD6 SLC4A4 SLC8A1 SMARCAD1 SP3 SPATS2L TTN USP50 ZNF436

Bibliografia

ECG library [May 2022].

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