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BEM ESTAR

Glicose no sangue em crianças obesas

A Glicose é um monossacarídeo, a unidade mais básica de hidratos de carbono.

O corpo humano não pode criar a glicose por si só; ela entra no organismo através da ingestão de alimentos. Em situações necessárias ou urgentes, o corpo obtém glicose a partir da transformação de gorduras ou proteínas.

A glicose penetra nas células e é utilizada como energia para manter as funções vitais do corpo. Para que o organismo faça uso da glicose, ela produz insulina, que é um hormônio que ajuda suas células do corpo a usar a glicose.

Glicemia é a glicose que circula no sangue. O nível normal de glicose no sangue em seres humanos para não diabéticos deve ser estável entre 75 e 110 mg/dL.

Glicemia basal é a quantidade de glicose presente no sangue logo pela manhã após o jejum (não comer por pelo menos 8 horas).

O açúcar no sangue pós-prandial mede a glicemia após uma refeição. Os alimentos responsáveis por níveis mais elevados de glicemia são os alimentos ricos em hidratos de carbono. Em pessoas não diabéticas, embora os níveis de glicose no sangue aumentem após uma refeição, eles retornam ao normal aproximadamente 2 horas depois.

A obesidade é uma patologia caracterizada pelo aumento da gordura corporal. Constitui um problema de saúde pública mundial. Nos últimos 20 anos, o número de crianças obesas aumentou. Na Espanha, no período entre 1984 (Estudio Paidos) e 2000 (Estudio enKid), a prevalência de obesidade em crianças em idade escolar aumentou de 5 para 15% e para 24,7% para crianças com excesso de peso entre 2 e 17 anos de idade, de acordo com o último inquérito do Inquérito Nacional de Saúde (INE, 2005) com diferenças significativas entre as comunidades autónomas.

A obesidade é uma doença crônica, complexa e multifacetada determinada pela interação de fatores genéticos, biológicos, socioeconômicos, comportamentais e ambientais, atuando por meio de mediadores fisiológicos da ingestão e gasto de energia. Foram identificados cerca de 600 genes, marcadores e regiões cromossômicas relacionadas ou vinculadas aos fenótipos da obesidade e que participam do seu desenvolvimento. A obesidade causada por doenças monogênicas é rara (cerca de 5%); ela se desenvolve precocemente e segue um curso clínico sério que deve ser avaliado precocemente em instituições de cuidados terciários pediátricos. Está ligada a mudanças na nutrição e falta de exercício físico.

A obesidade pode ser uma causa secundária de algumas doenças infrequentes, como hipotireoidismo, hipercortisolismo, deficiência de hormônio do crescimento e danos hipotalâmicos, entre outras. A obesidade também pode ser uma condição decorrente de alguns medicamentos, como esteroides, antipsicóticos e alguns antiepilépticos.

GENE OU REGIÃO ESTUDADA


  • 2q31.1