Vincristina (Eficácia)

O vincristino é um medicamento alcalóide utilizado no tratamento da leucemia aguda e de outros cancros. Verificou-se que alguns polimorfismos no gene do transportador ABCB1 estão associados a um risco acrescido de recaída em doentes com leucemia linfoblástica aguda.

Vincristina é uma das drogas mais utilizadas em oncologia pediátrica (e também é amplamente utilizada em oncologia não pediátrica), sendo muito frequentemente utilizada em terapia de leucemia linfoblástica aguda (LLA), entre outros tipos de câncer. É um alcaloide obtido da flor de uma planta, Vinca rosae Linn periwinkle.

MECANISMO DE AÇÃO

Os alcaloides de Vinca são venenos do fuso mitótico celular clássico, que se ligam a microtúbulos de proteína tubulina e bloqueiam células durante a metáfase porque impedem a polimerização de microtúbulos de tubulina e induzem a despolimerização de microtúbulos formados. Assim, prevenindo a formação do fuso mitótico, a vincristina interrompe a divisão celular na metáfase.

CONTRAINDICAÇÕES

Hipersensibilidade à vincristina. A vincristina é contraindicada em pacientes com distúrbios neuromusculares (como a forma desmielinizante da síndrome de Charcot-Marie-Tooth); contraindicada em pacientes com distúrbio grave da função hepática; com constipação e impedimento ilíaco (especialmente em crianças) e em pacientes tratados com radioterapia em que o fígado está envolvido.

PRECAUÇÕES

Precauções devem ser tomadas ao prescrever vincristina em pacientes com insuficiência hepática, problemas cardíacos isquêmicos, distúrbios neurológicos ou função hepática prejudicada.

A disfunção hepática pode aumentar as concentrações circulantes e a meia-vida plasmática da vincristina com aumento de seus efeitos adversos.

Risco de leucopenia e trombocitopenia (monitoramento próximo). Pode haver uma elevação aguda dos níveis de ácido úrico no plasma; monitorar os níveis de ácido úrico frequentemente durante as primeiras 3-4 semanas de tratamento ou tomar medidas adequadas para prevenir a neuropatia do ácido úrico.

Homens e mulheres devem tomar medidas contraceptivas durante o tratamento e durante 6 meses após o fim do tratamento.

EFEITOS SECUNDÁRIOS

O principal efeito tóxico é a neurotoxicidade periférica. Os primeiros sinais são geralmente parestesias nas áreas distais das extremidades, que podem ser seguidas de dor neurítica, perda de reflexos osteotendinosos profundos e cãibras musculares. Um maior grau de toxicidade é o aparecimento de disfunções motoras, queda do pé, pulso inclinado, ataxia e fraqueza muscular.

Os nervos cranianos podem ser afetados, resultando em disfonia, diplopia, dor na mandíbula e paralisia facial. Os estados de confusão, depressão, alucinações, agitação, convulsões, distúrbios visuais e até mesmo coma são raros. A neurotoxicidade da vincristina está relacionada à dose e duração do tratamento.

O único tratamento para esses efeitos neurotóxicos é a interrupção da administração até a recuperação e, em caso de continuidade da administração, a redução da dose ou o aumento dos intervalos.

Outros efeitos secundários descritos são:

Alterações cardiovasculares: edema, hiper/hipotensão, isquemia miocárdica, infarto do miocárdio.

As manifestações dermatológicas: alopecia reversível em 20-50% dos pacientes tratados com vincristina. Erupção cutânea.

As manifestações endócrinas/metabólicas: hiperuricemia, dor parótida, síndrome de secreção inadequada de ADH.

As manifestações gastrointestinais: dor abdominal, anorexia, constipação, diarreia, náuseas e vômitos, mucosite, íleo paralítico, necrose e/ou perfuração intestinal.

As manifestações geniturinárias: atonia da bexiga urinária, disúria, poliúria, retenção urinária. Em raras ocasiões, casos de incontinência têm sido relatados.

As manifestações hematológicas: a vincristina é um depressor pouco medular, embora anemia, trombocitopenia e neutropenia possam ser observadas.

Alterações hepatobiliares: Casos de doença veno-oclusiva hepática têm sido descritos, especialmente em crianças menores de 3 anos.

Outros: surdez, atrofia óptica, reações alérgicas, anafilaxia, reações de hipersensibilidade, irritação no local da injeção, flebite, celulite e necrose.

INTERAÇÕES FARMACOLÓGICAS

Nos casos de uso concomitante de vincristina com anticoagulantes orais, monitorar de perto o INR ("International Normalized Ratio") e o Tempo de Protrombina.

A4/glicoproteína P, como ritonavir, nelfinavir, cetoconazol, itraconazol, eritromicina, ciclosporina, nifedipina e nefazodona.

A administração concomitante de vincristina e itraconazol tem sido associada a um aumento da gravidade dos efeitos adversos neuromusculares, pela diminuição do clearance de vincristina: evitar o uso concomitante.

A utilização em conjunto com a fenitoína/fosfitoína, carbamazepina: pode reduzir os níveis de fenitoína e aumentar o risco de convulsão: evitar a utilização concomitante; se necessário, monitorizar de perto os níveis de fenitoína.

Risco de neuropatia periférica grave se usado concomitantemente com outros agentes neurotóxicos (isoniazida, L-asparaginase, ciclosporina A): Monitorar sinais de neurotoxicidade.

NOMES DE MARCAS

  • Oncovin®
  • Vincasar Pfs®

Genes analisados

ABCB1

Bibliografia

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